Blog do Ubiraney

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Humm, tema polêmico este! Atividade cultural abastecendo a atividade turística e promovendo o desenvolvimento local!

O brasileiro pressupõe por sua teimosia natural e sua mania de ser bom entendedor de todos os assuntos, que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Nada a ver cultura com turismo. Que estes setores não precisam andar juntos.

Ledo engano, precisam andar juntos sim.

Qual é o cenário atual?

Pela minha experiência na gestão pública em mais de 30 anos atuando à frente de secretarias municipais ou em estâncias de governança regionais, está mais que comprovado, que a atividade e a produção cultural abastecem fiel e dignamente a atividade turística.

É mais que sabido, que grande parte dos turistas que circulam pelo mundo afora, são motivados na maioria das vezes por algum festejo, alguma manifestação cultural seja ela genuína, popular ou até mesmo construída em forma de produto ou espetáculo.

Ressalto aqui que isto, dito acima não é pecado nenhum.

Vale como motivação?

Graças à Deus que temos estes motivadores para impulsionar um sem fim de serviços, gerar empregos, promover qualificação, ampliar horizontes e tirar muitas vezes as comunidades, os lugarejos e os grandes centros do marasmo e das rotinas industriais do dia-a-dia.

Sabemos que temos momentos culturais diversos e ricos nos municípios brasileiros e que estes são atributos fundamentais para a formatação de produtos passíveis de consumo por um mercado ávido por circular e conhecer tudo que o Brasil nos oferece.

Não vou ficar aqui destacando manifestações, falando sobre grupos de arte, setores produtivos ou iniciativas e eventos que já se consolidaram. Isto o próprio calendário de eventos turísticos já nos mostra em todas as instâncias.

Onde estamos pecando?

O que precisamos ressaltar nesta conversa são os pecados que diversas vezes cometemos em nosso ambiente de gestão onde muitas vezes encontramos e percebemos a completa ausência da iniciativa pública para o fomento e para a movimentação dos grupos e dos gestores culturais locais.

Fato comum também nas prefeituras é a mania do autoritarismo, do “eu quem faço”, não percebendo a importância, a eficiência e eficácia dos colegiados, das governanças, do ambiente democrático e da necessária participação popular.

Se o produto provém da cultura popular, nada mais justo que a população à promova e seja reconhecida e valorizada por isso.

Mas pode isso?

Sim, estamos falando de monetizar as tradições, os conhecimentos, os ofícios e os saberes populares no Brasil. Qual o problema?

E lembrem-se, para tudo isso dar certo não se esqueçam da perenidade. Esse tal de “hora tem, hora não tem” quando se trata de mercado é um caminho curto para o fracasso viu minha gente.

Instabilidade e mau humor da gestão pública não conversam e não ficam de bem quando tratamos de fomentar desenvolvimento pelo viés da produção cultural.

Fica a dica!

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