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As soluções para os problemas do meio rural já não recaem somente sobre políticas públicas dirigidas às atividades agrícolas, mas também se faz necessário uma política que apoie todas as atividades produtivas, agrícolas e não-agrícolas, que de alguma forma contribuam para aumentar a renda e melhorar as condições de vida da população rural.

O turismo no meio rural não é colocado aqui, como solução para os problemas do campo, mas como uma opção de renda e emprego para as famílias, principalmente nas regiões menos favorecidas em termos geográficos e climáticos, onde as opções de produção agrícola, neste aspecto tornam-se reduzidas.          

 Em geral, é unanimidade entre as pessoas que acompanharam e trabalharam diretamente na atividade turística nos municípios no período de implantação do Plano Nacional de Turismo, que o turismo no meio rural melhoraria consideravelmente o padrão de vida desta população, e principalmente, provocaria a geração de empregos beneficiando a comunidade como um todo. 

De onde vem esta percepção?

 A base para esta questão estava estabelecida na visão do Plano Nacional de Turismo, aprovado em 2003 pelo Governo Federal tendo como agente condutor o Ministério do Turismo, que dizia: “O turismo no Brasil contemplará as diversidades regionais, configurando-se pela geração de produtos marcados pela brasilidade, proporcionando a expansão do mercado interno e a inserção efetiva do país no cenário turístico mundial. A geração de emprego, ocupação e renda, a redução das desigualdades sociais e regionais e o equilíbrio da balança de pagamentos sinalizam o horizonte a ser alcançado pelas ações estratégicas indicadas.”

Também se verifica com zelo, que o turismo rural não estaria limitado à localização espacial dos empreendimentos, mas ao ofício do homem, sua relação com a terra, com plantas e animais, o modo especial de levar a vida, a labuta na roça, a sua própria história. 

Não se trata, portanto, de uma mera transferência de equipamento turístico para o campo, o que, neste caso, seria considerado turismo campestre. Leviano e grosseiro imaginar simplesmente que será rural aquilo que não for urbano.

De modo geral, para sua certificação o turismo rural deverá abrigar um profundo envolvimento com o fazer rurícola, com a agregação de valor aos produtos e serviços da gente do lugar, seu artesanato, o extrativismo, costumes e as tradições, guardada a permanente preocupação em preservar os valores da comunidade. Até porque autenticidade se traduz no melhor traço de Consumo turístico.

   

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