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Estimular o uso compatível do Patrimônio Cultural e natural é um dos temas a serem discutidos no desenvolvimento destas atividades nos municípios brasileiros e um dos principais usos a ser incentivado é o turismo a fim de promover melhorias socioeconômicas na cidade e naturalmente, o resgate da memória cultural destes territórios.

Uma das principais metas nesta temática é identificar e intensificar atividades turísticas que promovam a valorização da cultura local; a sustentabilidade dos projetos turístico-culturais; critérios de usos e atividades potencialmente sem risco a preservação do acervo dos bens culturais e naturais, e, implementar uma política de trabalho de interpretação do patrimônio, ou seja, identificar atrativos urbanos e rurais, interpretá-los e criar práticas de resgate, valorização e preservação.

Requalificando o Território

Para municípios que se apresentam com uma população média em 50.000 habitantes, normalmente em sua totalidade de ocupação urbana e rural.  Como dado complementar estratégico, a população rural está estimada na maioria das vezes entre aproximadamente 3 e 5 % do total de habitantes no município.   

 Este dado nos revela, que por extensão e por conformação natural/cultural, os municípios podem sim, reafirmar a sua vocação para a atividade turística como fonte alternativa de fomento à economia local destacando-se neste caso o segmento do turismo rural.

Para tanto, esta atividade turística pode ser entendida no contexto geral de consumo e produção da natureza, ou seja, a natureza e a transformação de seus elementos, por meio do trabalho, em valor de troca estão inseridas na produção do espaço pelas leis do mercado.

            Segundo MARTINS (2004), em sua participação no IV Congresso Internacional Sobre Turismo Rural e Desenvolvimento Sustentável – CITURDES, realizado em Joinville – SC, “o alarme é justamente no uso de tal ideia sem considerar a complexidade da atividade turística e o fato de propostas serem pensadas fora do contexto local, sem que haja a participação da comunidade local e especialmente a rural”.  MORETTI (2004) também defende que “é importante pensarmos na alternativa proposta, via desenvolvimento sustentável. O que se questiona é a maneira como vem sendo implantado e sua real efetividade. Será mesmo garantida a sustentabilidade das comunidades rurais, caso estas não estejam aptas ou sem que estas não acessem processos especiais de formação para serem reais gestores deste novo mercado?”

O caráter dinâmico da atividade turística faz com que novos tipos de turismo sejam criados através da fragmentação da atividade, como o turismo rural e, é isto que as cidades querem experimentar. Para tanto é muito importante que as cidades se organizem e se amparem em dinâmicas estratégicas para se posicionarem diante desta nova alternativa se efetivamente for o caso.

Turismo Rural e Economia

            A conceitualização do termo, turismo rural, baseia-se no território, na base econômica, nos recursos naturais e culturais. Sendo assim, engloba atividades turísticas no meio rural que estejam envolvidas com a produção agropecuária e agregue valor a produtos e serviços.

Todas essas definições fundamentam-se na autenticidade e na sustentabilidade que é economicamente viável, ecologicamente correto e socialmente justo. Ainda assim, MORETTI (2004) nos indaga: “Mas até que ponto tal autenticidade não é comprometida pelo fato desta atividade estar inserida na racionalidade econômica?”

O desenvolvimento das funções potenciais do turismo rural está centrado em bases sólidas através de ações condizentes com o mercado e previamente discutidas para que se molde as diferentes realidades em que se desenvolve.

Está aí um outro questionamento. O desenvolvimento sustentável não é algo formado a partir de um processo participativo? Como então, o turismo rural poderia ser inserido nessa lógica? Afinal, envolvimento da comunidade local também é requisito básico?

Esses questionamentos não pretendem esgotar as muitas possibilidades do turismo rural e nem mesmo negar todas as afirmações já feitas.

A preocupação é que se pense novamente em algumas comparações e inserções justamente para que o segmento se transforme em algo imediatista pela renda proporcionada, mas que concilie o turismo com as propriedades rurais locais, conservando justamente a originalidade que atrai os turistas para uma experiência diferenciada no campo fugindo da ideia de sacralização e de salvação de lugares.  

 No contexto do turismo rural como dinamizador da economia local, a experiência em muitos casos, destaca esta atividade, como uma fonte alternativa de desenvolvimento, que seja capaz de revitalizar as áreas decadentes e estagnadas e fomentar a diversificação de renda e trabalho para a população local.

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