Blog do Ubiraney

Conteúdo de qualidade em Turismo, Cultura e Geografia!

Este talvez seja o tema que mais me senti incomodado para tratar. Estamos o tempo todo falando de usarmos as lógicas da produção cultural e turística através da junção de forças dos poderes públicos, privados e das comunidades trabalhando de forma harmônica e conjunta visando o alcance de bons resultados econômicos a fim de traduzirmos tudo isso em “Desenvolvimento”!

Será que existe um manual que nos ensina a implementação de estratégias para o desenvolvimento econômico local com base nas atividades culturais e turísticas transformadas em negócios, em redes de viabilidades comerciais e planos de ação que sejam competentes de fazer prosperar um município economicamente?

Como uma economia local pode ser construída e apresentada como consolidada e forte?

Com a mão na massa

Cada cidade e dentro dela cada comunidade, os bairros, possui um conjunto bastante particular de condições que podem aumentar ou reduzir o potencial para o desenvolvimento econômico local. Penso que isto está normalmente atrelado ao perfil e ao ímpeto empreendedor destes lugares.

Penso também que são essas características empreendedoras, que determinam a vantagem proporcional de um determinado bairro, distrito industrial ou região em consolidar, gerar divisas, distribuir benefícios sociais e ainda conseguir reter a seu benefício investimentos sejam privados ou públicos.

Pensando bem, este é um cenário de novela né, mas pode ser que tenhamos bons exemplos para conhecer se andarmos por este Brasil afora. Não deve ser difícil identificarmos nas cidades ou regiões turísticas, alguns atributos econômicos e sociais que aliados à sua geografia, seu clima, relevo e vegetação, tenham determinado qual seria a melhor estratégia para a implantação dos processos de desenvolvimento econômico local.

Como buscar experiências?

Aqui, posso destacar os casos de Bonito – MS e também as iniciativas da Serra Gaúcha – RS. Nestes locais, a construção de uma economia local fortalecida pelo viés da exploração de negócios de pequeno ou grande porte nos segmentos do turismo, apontaram que cada caso, cada comunidade precisou lançar mão de um processo colaborativo e de financiamentos, que ainda que a longo prazo, redesenharam a força da economia local.

É claro que isso tudo se deu a longo prazo, com muito diálogo, provavelmente com alguns desencontros e os naturais desgastes políticos que estamos acostumados a presenciar, mas é fato também que tudo isso servirá para ressaltar a certeza de que podemos e devemos usar nossas forças e talentos para consolidação das oportunidades, que muitas vezes já existem e podem ser  desenvolvidas pelas comunidades locais.

Se entendermos o papel de cada um dos poderes constituídos, somados à força empreendedora das comunidades e deixarmos para lá o famigerado “nhenhenhém” nas redes sociais, rapidamente entenderemos que a prosperidade está mais perto de nós do que imaginamos.

Assim negócios serão gerados, produtos terão sua comercialização, a cadeia produtiva será beneficiada e os impostos serão gerados promovendo a inevitável e tão sonhada arrecadação por força destes setores tão fortes e competentes, a cultura e o turismo.

Mãos à obra.

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