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Pra variar, vivemos um momento delicado na Gestão das políticas públicas no Brasil em diversas áreas. Especificamente nos temas que tratamos aqui, cultura e turismo, precisamos inicialmente reconhecer o que é e o que não é política pública nos dois setores.

É sabido que em termos de administração e investimentos orçamentários, falamos aqui de dois sistemas de gestão distintos o Sistema Nacional de Cultura e o Sistema Nacional de Turismo, no entanto mantivemos a parceria dos segmentos em nosso conteúdo, por acreditarmos que os programas, projetos, metas e ações podem e devem muitas vezes figurar como complementares uma pra outra, naturalmente.

Para os dois casos, é certo que a política deve “ser o meio” e as ações de cultura ou de turismo devem “ser o fim”.

Vamos por partes!

Abordando exclusivamente o caso das políticas de turismo, é importante ressaltar que as políticas públicas de turismo deve ter permanência e não sazonalidade, afinal estamos falando insistentemente que os resultados destas políticas bem aplicadas é o desenvolvimento, o aquecimento econômico e o fortalecimento da cadeia produtiva consolidando as ações e iniciativas distribuídas nas esferas estaduais e municipais em nosso país.

A peleja é que nossos governantes no estado e no governo federal, ou seja, quem tem a caneta na mão, apesar de terem alcançado o poder, ainda não se atualizaram sobre a importância de se dar peso e medida a todos os segmentos da administração pública, gerando credibilidade, liberdade assertiva para os gestores e técnicos das áreas em questão e fomentando iniciativas e investimentos que efetivamente promovam o desenvolvimento. A visão é ainda intensamente “só” política.

Buscando soluções

Quando falo de desenvolvimento, é bom entendermos o termo como gerador de trabalho, de divisas e de aquecimento econômico e não de votos. Aliás, este ainda é o grande problema para muitos dos mandatários públicos em nosso país.

Existe em alguns casos, uma preguiça ou uma cegueira generalizada em promover investimentos nas bases, na consolidação das estratégias, nos planejamentos, na preparação da massa de trabalho para que os resultados apareçam.

São comuns as divulgações em ampla escala de lugares e destinos lindos, paisagens exuberantes e por ai vai, mas na boa maioria dos casos, os atrativos mostrados ainda não apresentam condições de serem apresentados como produtos para o consumo dos mercados cultural e turístico e isso é um vício, um problema grave com o qual convivemos a muitos anos.

Pensando diferente

De qualquer forma, como já tratei e até exemplifiquei nas postagens anteriores, graças a Deus, existem casos e estratégias vitoriosas em muitos municípios e estados brasileiros.

Hora tratados pelo poder público, hora emanados da iniciativa privada, diga-se de passagem, muitas vezes são merecedores de louvor.

Na oportunidade, vai aqui o meu “salve” para todo o pessoal de Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul que ainda é um dos modelos de sucesso em temos de iniciativa privada para o desenvolvimento e geração de negócios em torno da atividade turística.

Ali encontramos a política pública bem aplicada e os métodos de inovação utilizados em benefício do efetivo desenvolvimento. Isso prova que participação e controle social são essenciais para a perenidade das políticas públicas em qualquer parte deste mundo.

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